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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

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Cristovam propõe sistema único de educação

Cristovam propõe sistema único de educação  

Marcos Magalhães
Ao encerrar o ciclo de debates sobre a responsabilidade do governo federal na educação básica, promovido pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) defendeu nesta quarta-feira (5) a criação de um sistema único para a educação brasileira, inspirado no modelo do Sistema Único de Saúde (SUS). O novo sistema, a seu ver, deveria garantir a todas as crianças acesso a escolas com as mesmas características e equipamentos, além de professores inseridos num mesmo plano de carreira.
- Precisamos nacionalizar a educação das crianças brasileiras. E este ciclo de debates nos ajudou a discutir como fazer a revolução educacional do Brasil - disse Cristovam.
A proposta de estabelecimento de um sistema único foi elogiada, durante a audiência, pela diretora-executiva do Instituto Inhotim, Roseni Sena. Ex-professora de enfermagem, que definiu-se como uma “cuidadora na educação e na saúde”, ela recordou haver participado da criação do SUS e ressaltou o papel do sistema no estímulo à formação de recursos humanos para unidades de saúde em todo o país.
- Se fizemos isso na saúde, por que não podemos fazer na educação? - questionou.
Representante de um instituto de arte contemporânea instalado em grande reserva da Mata Atlântica, em Brumadinho (MG), ela relatou o trabalho feito pela organização junto a crianças pobres da região. Um trabalho, como definiu, de “oferecer o belo, aquilo que as pessoas pensam que é um consumo da elite”. Brumadinho, prosseguiu a educadora, é mais um exemplo das desigualdades sociais e regionais do país, mesmo que localizada a apenas 60 quilômetros de Belo Horizonte. Em um país tão desigual, observou, o Estado deve ter um papel fundamental na educação.
- Sem uma política nacional não vamos reduzir as desigualdades. Não existe possibilidade de professores, principalmente os de municípios mais remotos, elevarem a qualidade de ensino sem carreira e sem salário - afirmou Roseni.
Falta de colaboração
A presidente do Instituto Chapada de Educação e Pesquisa, Cybele Amado, também ressaltou a responsabilidade do governo federal diante do “desafio da educação pública”. Mas ela considerou necessário promover maior discussão sobre o tema da federalização da educação básica, sugerida por Cristovam.
- Precisamos seguir discutindo isso, é prematuro dizer se concordo ou não, pois ainda tenho algumas dúvidas. A questão central se refere aos papéis dos entes federados. As três esferas, federal, estadual e municipal, não têm atuado em colaboração - criticou.
O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) elogiou a proposta de criação de um sistema nacional de educação nos moldes do SUS. Rejeitou a ideia, porém, de chamá-lo de sistema único, o que seria, a seu ver, típico de países unitários – e não federativos, como o Brasil. Ele sugeriu, como alternativa, o nome de “sistema integrado de educação”.
- A cada passo estamos fragilizando mais a nossa federação. Encontramos por esse país diversas soluções exitosas de municípios na área de educação - ressaltou Cássio.

 
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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