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quinta-feira, 11 de abril de 2013

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Programa de correção de textos gera polêmica em escolas nos Estados Unidos

Software que usa inteligência artificial para avaliar redações e respostas discursivas gera polêmica no ensino norte-americano



Programa de correção de textos gera polêmica em escolas nos Estados Unidos

Mas os críticos argumentam que o sistema automatizado não substitui a tradicional figura dos professores 
 
 
 
 
Imagine fazer uma prova e receber imediatamente o resultado tendo o trabalho corrigido por um software de computador. Pois essa é a proposta da EdX, uma empresa fundada pela Universidade de Harvard e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) para oferecer cursos pela internet. Ela acaba de lançar um sistema, que estará disponível gratuitamente na web para qualquer instituição que tenha o interesse em usar. O software usa inteligência artificial para avaliar redações e respostas discursivas, deixando muitos educadores preocupados com tipo de correção.
 
 
Segundo informações do jornal O Globo, o novo serviço é mais um tópico entre as discussões sobre o papel da tecnologia na educação. Ainda que sistemas automáticos de correção para testes de múltipla escolha sejam comuns, o uso de inteligência artificial para avaliar respostas discursivas ainda não recebeu o apoio de muitos educadores e está sujeito a críticas.
 
O engenheiro elétrico Anant Agarwal, presidente da EdX, acredita que o software de correção instantânea seja uma ferramenta pedagógica bastante útil, pois permite que os estudantes façam e refaçam testes e redações para melhorar o seu desempenho. Agarwal explica que a tecnologia oferece vantagens distintas sobre o sistema tradicional das salas de aula, em que os alunos esperam dias ou até semanas para receberem suas notas.
 
Mas os críticos argumentam que o sistema automatizado não substitui a tradicional figura dos professores. Um dos seus opositores mais antigos, o pesquisador do MIT, Les Perelman chamou a atenção dos Estados Unidos ao mostrar que redações sem sentido enganaram softwares do tipo e receberam notas altas. Ele também tem criticado estudos que se propõem a dizer que as máquinas podem corrigir tão bem quando seres humanos.
 
Perelman está entre o grupo de educadores que lançou, no mês passado, uma petição contra o sistema de correção automática. O grupo, denominado “Profissionais Contra Máquinas que Corrigem Trabalhos de Estudantes em Avaliações de Alto Risco”, já recolheu quase duas mil assinaturas para impedir a instalação dos novos recursos.
 
A EdX espera que seu software seja amplamente adotado por escolas e universidades. A empresa oferece gratuitamente aulas online de Harvard, do MIT e da Universidade de Berkeley. Este ano, serão incluídas aulas de Wllesley, Georgetown e da Universidade do Texas. Ao todo, 12 universidades são parceiras da EdX, que oferece certificados de conclusão de curso a já afirmou que planeja continuar sua expansão no ano que vem, incluindo escolas internacionais.
 
Para funcionar, a ferramenta desenvolvida pela empresa precisa que um professor avalie as primeiras 100 redações ou provas. Então, o sistema usa uma variedade de técnicas para “aprender” e é treinado para avaliar os trabalhos automaticamente e quase que instantaneamente.
 
O programa determina uma nota a partir do sistema de avaliação desenvolvido pelo professor, seja ele feito por letras ou por um ranking numérico. Ele também oferece um comentário geral, dizendo, por exemplo, se a resposta do aluno estava dentro dos tópicos necessários ou não.
 


Fonte: UNI>ERSIA
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